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POLÍCIA FEDERAL NO PARANÁ BUSCA AUTOR DE VÍDEO QUE APARECE COM ARMA EM URNA ELETRÔNICA

Para aprofundar investigações sobre vídeos que circulam na internet em que eleitores aparecem com armas nas urnas, a Polícia Federal mobilizou agentes em três operações pelo País.

No Paraná, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra uma pessoa investigada por mostrar uma arma no momento do voto na cabine de urna no primeiro turno das eleições deste ano. O homem também é investigado por porte ilegal de arma.

Em São Paulo e Sergipe, a polícia levou encaminhou investigados para assinatura de dois Termos Circunstanciados de Ocorrência por crime de incitação ao ódio ou incitação de crimes contra candidatos.

As operações investigam crimes relacionados às eleições de 2018. Segundo a Polícia Federal, o objetivo é aprofundar investigações sobre vídeos que circularam recentemente em redes sociais. Em um dos vídeos investigados, um eleitor aperta os botões da urna eletrônica de votação com uma pistola e seleciona os números do candidato Jair Bolsonaro, do PSL, à presidência da República.

O terceiro, em São Paulo, gravou vídeo dizendo que quem não vota no político do PSL tem que ser estuprado. Outro, em Sergipe, gravou vídeo incitando o assassinato do candidato Jair Bolsonaro. Segundo a PF, os investigados poderão responder, no caso do Estado do Paraná, pelos crimes de violação de sigilo do voto e porte ilegal de arma; e no caso do Estados de Sergipe e São Paulo pela incitação de crime contra candidatos.

As ações integram um conjunto de atividades desenvolvidas pelo Centro Integrado de Comando e Controle Eleitoral em Brasília.

De acordo com a legislação eleitora, é vedado portar aparelho de telefonia celular, máquinas fotográficas e filmadoras, dentro da cabina de votação, mas alguns eleitores não só desrespeitaram a regra, como aproveitaram para exibir o voto e as armas. Pela Constituição Federal, o voto é universal, direto e secreto. E para garantir a inviolabilidade, não é permitido que o eleitor registre o voto, pois a prática abre as portas para o voto de cabresto.

O Código Eleitoral tipifica a violação do sigilo do voto como crime eleitoral, com pena de até dois anos de detenção. E pelo Estatuto do Desarmanento, o porte ilegal de armas é crime com multa e reclusão de dois a quatro anos.

Colaboração BemParaná

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