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NÚMERO DE OCORRÊNCIAS POLICIAIS QUADRUPLICA DE JANEIRO A ABRIL

A sensação de insegurança tem crescido nos últimos meses em Cambará. O número de ocorrências policiais também teve aumento significativo desde o início do ano, segundo os relatórios da Polícia Militar. De acordo com dados da corporação o número de ocorrências de natureza mais grave furtos, roubos, agressões, lesões corporais e ameaças quadruplicaram de janeiro até o mês de abril.

No mês de janeiro foram registradas 15 ocorrências. Em fevereiro o número se manteve quase igual, caindo para 14 ocorrências. Em março as ocorrências elevaram consideravelmente e foram registradas aproximadamente 45. Já em abril, até quinta-feira (27), havia sido registradas cerca de 60 casos destas naturezas.

O número de roubos (pegar objetos e dinheiro alheio com violência e uso de armas) se manteve na média de quatro a cada mês. Os furtos tiveram um aumento significativo de janeiro para este mês. Nos dois primeiro meses os furtos ficaram na média de cinco. Já em março, foram aproximadamente 20 e neste mês já chegaram a 25 casos.

Segundo o sub-comandante da 1º CIA da PM, em Jacarezinho, e comandante do Pelotão em Jacarezinho, tenente Renan da Silva e Sá Manzato, explicou que por mais que os números mostrem um aumento nas ocorrências, a situação não está fora de controle. “É um pouco relativo isso. Não acredito que os índices de criminalidade tenham aumentado tanto assim. Porém, a repercussão tem sido grande, então a sensação de insegurança aumentou um pouco”, destacou o militar.

Segundo explicação do oficial, o aumento no numero de ocorrências acontece em períodos e depois diminui também. Este caso pode ser considerado um efeito sanfona, segundo o militar.

Paulo Roberto Pereira, diretor da Guarda Civil Municipal (GCM) de Cambará, acredita que o aumento da criminalidade se deve principalmente às drogas. “Não vamos ser hipócritas. As drogas estão ai à vontade em todos os locais. Os usuários muitas vezes não têm os recursos para comprar a droga e acaba praticando outros crimes como furtos e ate roubos para trocar os objetos ou pagar pelo consumo”, afirmou o diretor da GCM.

Pereira adiantou ainda que na última sessão, o presidente da câmara de vereadores de Cambará, Walcir Joaquim do PSDB, disse que pretende realizar uma reunião entre a Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC) e Guarda Civil Municipal (GCM) para discutir ações que deem mais segurança para população. “Estamos aguardando um ofício”, disse Pereira.

Manzato falou sobre a possível reunião. “Acredito que o problema envolva uma série de fatores. Um deles é chamar apenas a PM, PC e GCM para tratarem do problema, como se toda a questão de segurança pública envolvesse apenas estes três organismos. A própria Constituição Federal diz que a segurança pública é responsabilidade de todos”, frisou o militar.

“Como ação principal, gostaria de reafirmar o compromisso da PM com a busca da defesa da sociedade. Continuaremos nos esforçando ao máximo pra prestarmos nosso serviço da melhor maneira possível. No entanto, é importante esclarecer que a PM não deve ser vista como a única responsável pela segurança pública. A sociedade deve agir como um todo pra tratar os problemas, cada órgão dentro de suas competências”, afirmou o tenente Manzato.

Atualmente Cambará conta com cerca de três equipes da Rádio Patrulha da Polícia Militar além do reforço da Rotam em períodos específicos. “Há uma variação no número de equipes, de acordo com as necessidades. Neste momento, por exemplo, temos três viaturas, além da Rotam. Nesta semana, a Rotam tem atuado diariamente no município de Cambará”, disse Manzato. “É claro que temos sempre que buscar melhorar a qualidade de nosso serviço. A aplicação do policiamento ostensivo nos locais com maior índice de criminalidade é uma medida que sempre foi adotada pela PM”, finalizou.

A Guarda Civil Municipal, segundo o diretor do órgão na cidade, atua com 29 profissionais, divididos em cinco homens por plantão e o principal objetivo é resguardar a segurança do patrimônio público e dar auxilio as polícias militar e civil quando solicitado. Pereira garantiu que os crimes contra os patrimônios públicos atualmente tem sido bem poucos.

“Nós temos um efetivo bem carente. Trabalhamos em cinco por plantão. Não trabalhamos armados. Hoje um adolescente de 10, 12 anos, já esta com arma na cintura. Não podemos dar o suporte necessário muitas vezes porque não trabalhamos armados. A alegação é que a cidade tem que ter acima de 50 mil habitantes para ter guarda armada”, destacou o GCM.

TIPO:  POLICIAL 
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