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OPERAÇÃO INTEGRAÇÃO LAVA JATO INVESTIGA DESVIOS NO PEDÁGIO E CONFIRMA PRISÃO DE DIRETOR DA ECONORTE EM LONDRINA

Batizada como Operação Integração, a 48ª fase da Lava Jato foi deflagrada nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (22) com o cumprimento de 55 mandados de buscas e apreensões e seis de prisão temporária. Dois deles foram detidos em Londrina e permanecem na sede da Polícia Federal. Os policiais também apreenderam documentos no Centro Comercial, em um prédio do Calçadão, em um condomínio da Gleba Palhano, na Região Sul, e na sede da Econorte, concessionária que administra algumas praças de pedágio no Estado.

O foco da investigação é a suposta fraude na concessão de rodovias federais. Em entrevista coletiva, o Ministério Público Federal, por meio de 
perícias técnicas, identificou um superfaturamento de até 89% no valor da tarifa. As investigações apontaram que a Triunfo exercia o comando na Econorte e Rio Tibagi Engenharia. A empresa teria feito pagamentos a Adir Assad e Tacla Duran, considerados como o ponto de partida da operação. Segundo a Receita Federal, são R$ 56 milhões desviados em três anos. 

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O MPF registrou uma comparação com a tarifa média por quilômetro. No Paraná, o valor é de R$ 0,13. Em Goiás, o índice baixa para 0,4. Os procuradores ainda afirmaram que parte do dinheiro provenientes das tarifas tinha outro fins e não a manutenção e investimentos nas estradas. 

O diretor da Econorte Hélio Ogama e o engenheiro Leonardo Guerra, administrador da Rio Tibagi Engenharia, foram detidos durante a operação em Londrina após a prisão temporária autorizada pelo juiz Sérgio Moro. O diretor do DER (Departamento de Estradas e Rodagem) no Paraná, Nelson Leal Júnior, também foi preso em Curitiba. Além deles, Moro ainda autorizou a prisão temporária de Oscar Alberto da Silva Gayer, Sandro Antonio de Lima e Wellington de Melo Volpato. 

O advogado Rodrigo Antunes, que atua na defesa de Guerra, disse que ainda não teve acesso autos. O advogado Gabriel Bertin que defende Ogama não quis se pronunciar 

Segundo a Polícia Federal, Nelson Júnior teria sido beneficiado com as transações financeiras. A operação também atingiu a Casa Civil. O assessor da pasta, Carlos Nasser, teve a prisão solicitada pela força-tarefa, o que foi indeferido pelo juiz Sérgio Moro. O procurador do MPF, Carlos Fernando Lima, disse que agentes públicos foram alvos da investigação e que, por enquanto, não há agentes políticos sendo investigados.
Rafael Machado e Guilherme Marconi 
Reportagem Local - Folha de Londrina

 

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